Ligando os pontos



Quem é você?


Depois de pensar 30 segundos e não obter uma resposta desassociada da minha profissão, formação ou realizações do passado, comecei a pensar sobre essa indagação tão provocativa e inteligente feita por Marco Kerkmeester, dono da rede de cafeterias Santo Grão, que falava sobre a conexão com o propósito e como isso nos faz encontrar a alegria em nosso trabalho.


Saber responder essa pergunta é de extrema importância porque, aparentemente, somente quando sabemos quem realmente somos é que conseguimos uma conexão com um propósito de vida. Esse é um tema que tem me intrigado recentemente, principalmente porque executivos de alto calibre tem falado sobre isso, como por exemplo Larry Fink que tem em seu portifólio mais de 15 mil empresas investidas, dentre as quais Apple, HP, Microsoft e outras.


Mas afinal de contas como ter um olhar prático sobre o propósito de nossas vidas e mais, como associo isso aos meus negócios e ao meu trabalho?


Você provavelmente tem um talento especial, certo? Algo que quando você faz te deixa orgulhoso, feliz e te faz perder a noção do tempo. Pois bem, agora pegue esse talento, melhore ele 100 vezes e pense em um jeito de utilizá-lo em favor da sociedade,

perguntando a si mesmo: o que as pessoas precisam que meu talento é capaz de oferecer?

Quando você desenvolve o seu talento especial, por meio da sua paixão, e encontra a melhor maneira possível de atender as necessidades das pessoas, você encontrou seu propósito de vida e a partir daí, a abundância aparece como consequência natural do impacto que você causa no mundo. 


Faz sentido? Para mim fez total sentido quando comecei a me aprofundar mais no assunto e a aprender sobre propósito de vida. Essa definição mudou meu modo de enxergar as coisas, particularmente quando se fala em criar negócios disruptivos ou inovadores.


Mas talvez você já tenha se envolvido em um projeto, com um propósito que realmente te encantava, mas que de algum modo deu errado. Acho que isso já aconteceu com muitos de nós que nos metemos a criar inovação e confesso que eu mesmo já passei vários anos pensando sobre isso. Mas em algum momento descobri que faltava algo muito importante e fundamental. Faltava fazer a pergunta certa, tanto para mim quanto para meus colaboradores: se o dinheiro não fosse um problema e eu tivesse todo tempo do mundo, o que eu estaria fazendo?  


Compare as respostas entre você e seus sócios e imediatamente você terá uma decisão importante a fazer. Por mais dolorosa que seja, a regra parece clara:  Tem que haver um alinhamento de propósitos. Aquele mantra que você imaginou para sua empresa precisa ser compartilhado por todos os sócios. Porque vocês podem até ter propósitos diferentes, mas eles precisam ser complementares de alguma forma.


Aliás a palavra propósito vem do latim propositum que significa intenção. Então pense que a intenção inicial funciona como uma justificativa existencial do negócio, um desígnio sólido, um ponto de referência que transcende o produto e os serviços e, por isso mesmo, não pode mudar a todo momento. E essa intenção precisa estar alinhada entre todos.


Quando eu era menos experiente, tudo isso parecia receita de auto ajuda e frases feitas para vender livros. Mas hoje, depois de já ter vivido algumas experiências, parece claro que precisamos conhecer melhor nosso propósito, pois é vivendo esse propósito que seremos felizes em nossos respectivos trabalhos. E não se preocupe muito com o resultado final. Simplesmente estabeleça sua intenção, ame sua jornada e desapegue do resultado. 


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